1)
Explique os motivos do castigo
Os
filhos precisam entender o motivo do castigo e não acharem que estão sendo
punidos por autoritarismo ou irritação dos adultos. Os filhos precisam entender
que o castigo é consequência de algo que eles mesmos praticaram e que os
pais não têm prazer em castigar. A criança precisa entender o que motivou
a perda para poder pensar em uma estratégia para evitar que aquele mau
comportamento seja repetido.
2)
Preste atenção nas suas palavras
Fale
sempre com objetivo e rigidez, olhando para a criança e fazendo com que entenda
que você está chateada com a tal atitude e não propriamente com ela. Portanto,
lá vai uma dica: nunca diga “Como você é feio”, e sim, “Que coisa feia você
fez”.
3)
Não bater JAMAIS
As
famosas “palmadinhas” não são bem-vindas na educação da criança. A agressão
provoca raiva e medo. E é justamente o medo da agressão que fará a criança não
repetir a atitude errada e não por que ela compreendeu as razões da punição.
4)
O castigo deve ser imediato
A
criança pequena deve ser repreendida logo em seguida ao mau comportamento. Mas
tome cuidado com essa dica, pois o castigo não deve ser aplicado na presença de
outras pessoas, uma vez que a existência de público o tornaria mais humilhante.
5)
Não aplique o castigo na hora da raiva
Tenha
sempre calma, não grite. As crianças se acostumam com os gritos e isso não mais
as assustarão.
6)
Seja firme
Cuidado
para não se “desmanchar” com choros e chantagens depois da decisão tomada: não
volte atrás, a criança poderá usar essa arma para se livrar dos castigos sempre.
7)
Castigos justos
Não
exceda os limites do que é razoável. Pense se realmente é necessário um castigo
naquele momento para que este não se torne algo banal e perca a credibilidade.
O castigo deve ser ainda proporcional ao ato cometido e não ao estado de humor
do adulto naquele momento.
8)
Os castigos de longa duração de tempo não funcionam
É
preferível deixar a criança sentada por 5, 8 ou 10 minutos do que por uma hora,
pois logo após 10 a 20 minutos a criança, como ser lúdico que é, começa a se
distrair com seus pés, suas pernas, seus cabelos e até esquece que está de
castigo.
9)
Aplique o tempo correto no castigo
Recomenda-se calcular o tempo do castigo da
seguinte forma: um minuto de castigo por ano de vida da criança ou
adolescente. Não se esqueça que as noções de tempo do adulto são diferentes das percepções da criança.
Para uma criança, 60 minutos podem ter a sensação de duração de 5 ou 6 horas.
Em relação ao tempo, os adolescentes também possuem uma percepção temporal
diferente da dos adultos: eles começam a se distrair com seus pensamentos e se
esquecem do castigo.
10)
Cuidado com as ameaças
Jamais
ameaçar e não cumprir, portanto cuidado com o que anunciar que será feito.

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